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Palabra del Ejército Zapatista de Liberación Nacional

Ene222017

Palavras do EZLN em 1 de janeiro de 2017 na clausura da Segunda Etapa do Quinto Cangresso do CNI

EXÉRCITO ZAPATISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL.

MÉXICO.

PRIMEIRO DE JANEIRO DE 2017.

Irmãs e irmãos do Congresso Nacional Indígena:

Companheiras, companheiros e companheroas da SEXTA nacional e internacional:

Povos do México e do mundo:

  Faz 23 anos nos levantamos em armas contra o esquecimento.

  A indignação e a desesperação nos obrigaram a dispor-nos a morrer para viver,

  Para viver da única forma que vale a pena viver, com liberdade, com justiça, com democracia.

  O povo do México nos olhou e nos falou, nos disse que nossa luta e nossas demandas são justas, mas que não concorda com a violência.

  Conforme se foi conhecendo as condições inumanas de nossa vida e nossa morte, em todas partes concordaram que as causas do nosso levantamento não se podiam questionar, ainda que sim a forma em que se manifestou nossa inconformidade.

  Agora as condições do povo do México no campo e na cidade estão piores que a23 anos atrás.

  A pobreza, a desesperação, a morte, a destruição, não são só para aqueles que povoaram originalmente estas terras.

  Agora a desgraça alcança a todas e a todos.

  A crise afeta também aqueles que acreditavam estar a salvo e pensavam que o pesadelo era só para aqueles que vivem e morem em baixo.

  Governos vem e vão, de diferentes cores e bandeiras, e o único que fazem e piorar as coisas.

  Com suas políticas, o único que fazem é que a miséria, a destruição e a morte cheguem a mais e mais gente.

  Agora nossas irmãs e irmãos das organizações, bairros, nações, tribos, e povos originários, organizados no Congresso Nacional Indígena, decidiram gritar seu JÁ BASTA.

  Decidiram que não vão permitir que se siga destruindo nosso país.

  Decidiram não deixar que o povo e sua história moram pela enfermidade que é o sistema capitalista.

  Um sistema que, em todo o mundo, explora, despoja, reprime e desprecia aos seres humanos e à natureza.

  O Congresso Nacional Indígena decidiu lutar para sarar nossos solos e nossos céus.

  E decidiram fazê-lo pelos caminhos civis e pacíficos.

  Suas causas são justas, inegáveis.

  ¿Quem lhes questionará agora o caminho que elegeram e ao que nos estão chamando a todas, a todos, a todoas?

  Se não se respeita, se não se saúda, se não se apoia sua luta e o caminho que seguem, então ¿que mensagem dão como sociedade? ¿que caminhos lhe deixam à indignação?

  Faz 23 anos iniciamos nosso levantamento, mas nosso caminho era excludente, não podiam participar todas, todos.

  Agora, o Congresso Nacional Indígena nos chama a uma luta em que podemos participar todos, todas; sem importar a idade, a cor, o tamanho, a raça, a religião, a língua, o salário, o conhecimento, a força física, a cultura, a preferência sexual.

  Aqueles que vivem, luta e morem no campo e na cidade tem agora um caminho de luta onde se unem com outras e outros.

  A luta à que nos chama e nos invita o Congresso Nacional Indígena é uma luta pela vida com liberdade, com justiça, com democracia, com dignidade.

  ¿Quem se atreve a dizer que é uma luta má?

  É a hora de que todo o povo trabalhador, junto com os povos originários, abrigados pela bandeira do Congresso Nacional Indígena, que é a bandeira dos originários, se unam nesta luta que é para aqueles que não tem nada, mais que dor, raiva e desespero.

  É a hora dos povos, de todos, do campo e da cidade.

  Isso é o que nos está dizendo o Congresso Nacional Indígena.

  Nos está dizendo que já basta de esperar que outros ou outras queiram dizer-nos o que fazer e como, que nos queiram mandar, que nos queiram dirigir, que nos queiram enganar com promessas e mentiras descaradas.

  Nos está dizendo que cada um no seu lugar, a sua maneira, com seus tempos, se mande a si mesmo, mesma; que os mesmos povos se dirijam a si mesmos, que nada mais de mentiras, que não mais enganos, que não mais políticos que só veem seu trabalho de governo como uma riqueza de roubar, de trair, de vender-se.

  Nos está dizendo que temos que lutar pela verdade e justiça.

  Nos está dizendo que temos que lutar pela democracia, que quer dizer que o povo manda.

 Nos está dizendo que temos que lutar pela liberdade.

  São sabias e sábios aqueles que estão no Congresso Nacional Indígena.

  Levam séculos resistindo e lutando pela vida,

  Sabem de resistência, sabem de rebeldia, sabem de luta, sabem de vida.

  Sabem quem é o responsável das dores que azotam a todas e a todos, em todas as partes, todo o tempo.

  Ao Congresso Nacional Indígena, por esta luta que hoje empreende, vão atacá-lo, vão caluniá-lo, vão querer dividi-lo, vão querer compra-lo.

  Vão buscar por todos os meios que se rendam, que se vendam, que claudiquem.

  Mas não vão conseguir.

  Levamos mais de 20 anos de conhecer-nos pessoalmente, e mais de 500 anos de conhecer-nos em destruição, na morte, no desprezo, no roubo, na exploração, na história.

  Sua fortaleza, sua decisão, seu compromisso, não vem de si mesmos, de si mesmas.

  Vem das organizações, bairros, nações, tribos e povos originários nos que nasceram e se formaram.

  Nós zapatistas, nos preparamos 10 anos para iniciar nossa luta num primeiro de janeiro faz 23 anos.

  O Congresso Nacional Indígena se preparou 20 anos para chegar a este dia e nos mostrar um bom caminho.

  Se o seguimos ou não, já será decisão de cada um.

  O Congresso Nacional Indígena vai falar com verdade, vai a escutar com atenção.

  Não é brincadeira sua luta do Congresso Nacional Indígena.

  Elas e eles nos tem dito que vão com tudo, para todas e para todos.

  E isso quer dizer que:

  Vão pelo respeito dos diretos humanos.

  Vão pela libertação de todas e todos os presos políticos.

 Vão pelo aparecimento com vida das desaparecidas e desaparecidos.

 Vão pela justiça para aqueles que tem sido assassinados,

 Vão por verdade e justiça para os 46 ausentes de Ayotzinapa.

 Vão por apoio aos camponeses e respeito a mãe terra.

 Vão por uma moradia digna para todos os de baixo.

 Vão por alimentação suficiente para todos os desamparados.

 Vão por trabalho digno e salário justo para os trabalhadores do campo e da cidade.

 Vão por saúde completa e gratuita para todos os trabalhadores.

 Vão por educação livre, gratuita, laica e científica.

 Vão pela terra para aqueles que a trabalha.

 Vão pelas fábricas para os operários e operárias.

 Vão pelas lojas e bancos para os empregados e empregadas.

 Vão pelo respeito ao comercio ambulante, e ao pequeno e médio comercio.

 Vão pelo transporte público e comercial para aqueles que conduzem os veículos.

 Vão pelo campo para os camponeses.

 Vão pela cidade para os cidadãos.

 Vão pelo território para os povos originários.

 Vão pela autonomia.

 Vão pela autogestão.

 Vão pelo respeito a toda forma de vida.

 Vão pelas artes e as ciências.

 Vão pela liberdade de pensamento, de palavra, de criacao.

 Vão pela liberdade, a justiça e a democracia para o México de baixo.

  A isso nos estão chamando.

  Cada um poderá decidir se essa luta é boa, se é boa essa ideia, se responde ou nao ao chamado que fazem.

  Nós como zapatistas que somos, respondemos: sim vamos com vocês, sim vamos com o Congresso Nacional Indígena.

  Veremos as formas de apoiá-los com toda nossa força.

  Os ajudaremos porque a luta que vocês propõem, irmãs e irmãos do Congresso Nacional Indígena, é talvez a última oportunidade de que estes solos e estes céus não desapareçam em meio da destruição e da morte.

  Assim que só teremos que dizer-lhes:

  Escutem o coração, a dor e a raiva que há em todos os cantos deste país.

  Caminhem e que estremeça em seus centros a terra com seus passos.

  Que se assombrem estes solos mexicanos.

  Que os céus os olhem com surpresa e admiração.

  Que os povos do mundo, na decisão e firmeza de vocês, aprendam e se animem.

  E sobre tudo, não importa o que aconteça nem tudo o que existe contra, não importa que os ataquem de todas as formas, aconteça o que acontecer não se rendam, não se vendam, no claudiquem.

¡LIBERDADE!

¡JUSTIÇA!

¡DEMOCRACIA!

Desde as montanhas do Sudoeste Mexicano.

A nome das mulheres, homens, crianças e anciãos do EZLN.

 

Subcomandante Insurgente Moisés.

México, janeiro de 2017.

 

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